quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pressão Social


Jogue fora sua herdada loucura social



Volte a ser criança. Esqueça sua civilização, sua cultura, seus modos, suas posturas, sua personalidade, suas faces. Tudo isso é uma fachada. Jogue-a fora! Torne-se como as criancinhas.



Parecerá loucura. Abandonar sua mente e retornar à sua infância, parecerá loucura. Pois seja louco! Seja qual for o preço, seja novamente como as crianças. Jesus diz que somente aqueles que são como crianças entrarão no reino do meu Deus. Eu também digo o mesmo. Retorne ao ponto onde a civilização começou a corrompê-lo, ao ponto onde a sociedade penetrou em você. Volte ao ponto onde você era não-social, ou pré-social, onde não havia sociedade coagindo você. Até esse ponto você era inocente e puro e, a menos que retorne novamente até esse ponto, as barreiras permanecerão.



Torne-se criança novamente. Durante esse processo, você sentirá que enlouqueceu, pois estará jogando fora todos os seus valores de adulto: educação, cultura, religião, escrituras, comportamentos. Estará jogando tudo fora. Estará retornando ao ponto onde você era você mesmo, onde ainda nenhuma sociedade o havia corrompido.



O processo todo parecerá loucura, mas não é. É uma catarse. E se você puder atravessá-la, sairá mais são, menos louco. A loucura será jogada fora. Você se tornará mais puro, mais são.



Osho - A Nova Alquimia - Ed. Cultrix

Constatações


crítica cega


Enquanto identificados com as ilusórias exigências do ego social, o que se conhece e se pratica, de forma automática e inconsciente, é o estado de criticismo e maledicência ácida. Do estado de compaixão, compreensão e tolerância amorosa, nada se conhece.
NJRO

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que é a vida?



O que é a nossa vida? Se observarem, desde o momento em que nascemos até a nossa morte, trata-se de uma batalha constante, de uma luta constante, com grandes prazeres, grandes medos, desespero, solidão, a total falta de amor, a monotonia, a repetição, a rotina. Esta é a nossa vida; passar quarenta anos num escritório, ou numa fábrica, no papel de dona de casa, a labuta, a monotonia de tudo isso, o prazer sexual, a inveja, o ciúme, o fracasso na busca do sucesso e a adoração do sucesso. Esta é a nossa torturada vida diária se você realmente é sério e observa o que ela realmente é; mas se você busca o mero entretenimento sob diversas formas, seja na igreja ou num campo de futebol, então esse entretenimento tem suas próprias dores, seus próprios problemas. E a mente superficial escapa através da igreja e do campo de futebol. Não estamos lidando com essas mentes superficiais, pois elas na verdade não estão interessadas. A vida é algo sério, e nessa seriedade há uma grande gargalhada. E apenas a mente séria que está vivendo pode solucionar o imenso problema da existência.

Krishnamurti - Sobre Relacionamentos - Cultrix

sábado, 23 de junho de 2012

Junte-se a essa risada cósmica





Amor.

Estou feliz em receber sua carta.

Você tem a força dentro de si, mas não sabe disso.

Para encontrá-la você precisa de um catalisador.

No dia em que você entender isso, você vai rir, mas até então estou preparado para ser o catalisador.

Eu já estou rindo e somente esperando pelo dia em que você puder se juntar a mim, nessa risada cósmica.

Veja! Krishna está rindo! Buda está rindo!

Ouça! A terra e o céu estão rindo!

Mas o homem está chorando porque ele não sabe o que é.

Que piada! Que brincadeira!

Os imperadores continuam a mendigar e os peixes estão com sede no oceano!

Osho, em "Uma Xícara de Chá"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O idealismo e a caça aos bruxos




A tendência humana de buscar por um modelo "super-humano" a ser seguido, um ser dotado de incorruptível santidade e austeridade comportamental, não passa de um idealismo que denota tanto a ausência de maturidade como de inteligência para o gerenciamento do próprio modo de ser. Além do mais, no que diz respeito a responsabilidade pessoal, única e intransferível de compreender suas inconfessáveis tendências, manias e neuroses ocultas – entre elas o orgulho – os quais criam a descabida exigência do alcance de tal ideal de perfeição, de tal ideal de incorruptível santidade e inabalável austeridade comportamental, qual a validade em ficar especulando a qualidade do comportamento alheio? É muito fácil exigir um ideal comportamento humano quando não se está diretamente envolvido com as situações na qual aquele a qual julgamos se encontra. Como podemos afirmar, sem o menor peso de consciência de que, uma vez inseridos no mesmo contexto histórico social/emocional, no mesmo espaço-tempo, tendo a mesma base, o mesmo background emocional, sofrendo as mesmas influências do ambiente, não agiríamos tal qual ou ainda de pior forma? 

Parece-me igualmente um sinal de imaturidade e falta de inteligência, essa tendência humana – na qual ainda me encontro inserido – de eleger inimigos externos contra os quais levantamos a bandeira de "caça aos bruxos", com base em relativos preconceitos quanto ao que seja idoneidade moral. Achamos muito fácil rotular como hipocrisia o comportamento alheio, principalmente quando nos vemos escudados pelo apoio psicológico de um grupo no qual – "momentaneamente" – somos aceitos (isto até que o grupo faça do indivíduo, seu bode-expiatório com o qual tentam encobrir a própria falta de inteligência e maturidade que acaba por mantê-los num constante estado de dependência psicológica).

Parece-me que, enquanto prisioneiros de ideais de perfeição, não há como experienciar de fato, a realidade do que é e, portanto, não há como se ver livre da tendência dual de se relacionar com os constantes desafios da existência: inicialmente amando, posteriormente odiando, inicialmente idolatrando, posteriormente perseguindo e difamando, inicialmente acolhendo, posteriormente descartando...

Esse modo de se relacionar com base em ideais – os quais são sempre limitados pelo tempo, espaço, tradição – alimenta o enorme e estagnante processo de auto-engano, de auto-distração, o qual se manifesta pela dispersão de foco e energia, cujo resultado, aponta para o impedimento da percepção das próprias pedras de tropeço, entre elas, o orgulho e a nossa social hipocrisia. Como nas palavras do Nazareno:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim, também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” Mt 23:27-28

"E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão." Lucas 6:41-42

Parece-me que, essa tendenciosa e contraditória mania de caça aos bruxos é uma característica peculiar que aponta para a própria falta de magia original: por falta de luz própria, muitas vezes, de forma impulsiva, irracional e leviana, tendemos ao incitamento para o ofuscamento da magia e da luz alheia. Esse tem sido um movimento característico da raça humana, o qual é sagazmente validado em escritos históricos, sem o devido discernimento de que o contar da história quase sempre é adulterado pelas tendências, manias, condicionamentos, influências políticas e religiosas e os ocultos interesses do historiador ou de quem sustenta seus relatos. Quase sempre, a história que é transmitida geração após geração é a história contada por quem detêm o poder e, com o qual, facilmente manipula a opinião da massa não pensante, destituída de seriedade e do poder de observação. Dessa forma é que tem sido evitado o saneador processo de questionamento dos estabelecidos códigos morais. Um bom mergulho nos fatos históricos nos mostra que aqueles que se viram alvo de criticas e julgamentos por parte de seus inquisidores, nunca tiveram a mesma oportunidade de ênfase e espaço para a defesa de seu modo de ver e estar no mundo, nunca foram ouvidos de forma incondicionada com a devida atenção; eles são silenciados pelos rótulos à eles aplicados pelos que detêm o poder e facilmente aceitos por aqueles que, pelo mesmo poder, de forma consciente ou inconsciente, se permitem serem controlados. Apoiados na superficialidade de alguns pontos, a totalidade do Ser, por quase todos é rotulada e, sem o uso do bom senso, despresada.

A maliciosa tendência de exigir perfeição alheia é um social mecanismo de defesa para dos outros tornar alheia a própria falta da idealizada perfeição. Não existe 100% de verdade; existe a verdade da pessoa, a verdade alheia e A VERDADE e, esta última, quase sempre precisa de décadas, quando não séculos, para atravessar os limites gerados pelo embotamento dos condicionamentos. Como no dito popular:

Quando apontamos o dedo indicador para alguém, mantemos três dedos voltados para nós mesmos, enquanto que o polegar permanece voltado para o Infinito onde, em última análise, em reinos superiores reina a Verdade, cujos nossos condicionamentos e tendências, nunca podem macular.

Finalizando, conhecer a verdade do outro em nada pode nos ajudar no conhecimento da verdade sobre nós mesmos e, só esta tem o poder de nos libertar de nosso bem defendido estado egóico de hipocrisia disfarçada.  

 Nelson Jonas

sábado, 16 de junho de 2012

é sentir a originalidade do outro não importa se ele seje Mendigo , ou se ele Seje milionario.






Fazer poesia ? O que é fazer poesia , ser poeta ? nós naõ sabemos fazer poesia , mais algo transparente brilha dentro de nós quando algo precioso puro em meio ao poço escuro da nossa cotidiana vidinha de viver. Mais amigo do que viver , é sentir a originalidade do outro não importa se ele seja mendigo , ou se ele seja RICO , todos nós estamos neste poço , aqui tudo neste poço é escuro , ainda quando mais aja SUBJETIVIDADE vinda das partes externas , mais dores atraz das nossas mascaras hipocritas de EGO em superioridade.
Ali no fim do poço Tudo fica escuro , niguem consegue ter seu questionamento de como funciona a tamanha hipocrisia de uma nação vestida de sorrisos de falsidade.Um dia o Posso Seca e nós também , e ae nasce a revolta iluminada do Ser que naõ nós faz Ser Mais que niguém , e ae quando você não tem nada No EGO , você comece a perceber que NAÇÃO , TRADIÇÃO , condicionamento mental , decorebas , memorizações so servem para enxermos o EGO e massagealo.Tudo fruto de uma sociedade em que anda numa velocidade , enorme do Ter as finanças bem para o seu futuro.Junto vai a saude de todo ser humano , em que dá o melhor de si prá outra pessoa, se esquecendo em si de viver.
Quantos de nós não vivemos para si mesmos , ou seja para nós mesmos, de quem estamos sendo escravos nesta vida? Dos nosso Sistema de ensino Superior que tem a Ciencia , para falar de bajulações e viver uma vida POLITICA corretamente discreta cheio de bajulações , beijos falsos e apertos de mãos?

O tessouro do ser humano é acordar pra poesia da Natureza que é o despertas pra realidade , que a POESIA nasce quando CAI a mascara das muitas mascaras da subjetividade, juntos , é bom viver sem a DISCIPLINA e o formalismo DO - ENTITULADO e cansativo CIENTIFICO e RELIGIOSO , quando me acordei desta NOVA realidade.

Descobri que O SOCIalismo É UMA faixada de interesses , onde muitos apertos e abraços falsos não tem haver com um CORAÇÃO VERDADEIRO QUE sofre por um povo , que ainda esta ali fora , e não entende no minimo , O TIPO de LINGUAGEM OCULTA .

Que alguns 80 % de intelectuais PRESOS a sua salas de concreto ainda não intenderam que eles são uns CONTROLADOS pelo sistemas.


Ciencia , não é consciencia ,Conciencia não é com á Ciencia , são duas coisas completamentes DIFERENTES.
SEGUE a hora e o relogio é descanço Biologico tão natural , que não corremos no tempo , não vivemos a vida , fora da aldeia chamada relogio.

Hoje vivamos prá nós , e duvidamos de todo moralismo , universal , bastamos que sejamos os mais naturais no geito de Ser , porque , as PESSOAS , estam com respostas prontas e mecanicas cheias de mecanicidade e prontas.É uma pena  ver seres humanos cheio de talento e nao encontrarmos pessoas que são abertas para as DUVIDAS E QUESTIONAMENTOS SOBRE o que é a vida , e como senti - lá.

Corra do relogio , corra da DISCIPLINA , elas são as varas e as redias da vara da disciplina, quando você despertar , você vera que você estara esgotado , Fuja do  controle AUTOMATICO do seu EGO , ele é terrivel.Quando você esta no fundo do posso , e lá não tem mais agua prá puxar.Niguém mais se interessa por puxar mais agua , pois o posso secou , E ae niguem liga prá posso.Ae quando você se esquece de TUDO ESCOLA , CULTURA , TRADIÇÃO , MODO DE COMO SE COMPORTAR , religião ,SANTO , OU GAROTA DE PROGRAMA , nasce UMA CRIANÇA , e ae passa alguém legal no posso , e vê que tem alguém ali , alí sou eu sou você , sem nada , sem Social , sem APARENCIA social publica ali todos são iguais . Mais uma Luz bate ali , o Sol tão natural do despertar da consciencia , SABENDO QUE SOMOS TODOS , e todos somos CRIANÇAS PEDIANDO POR SOCORRO. E as vezes os que nós entende é somente as PESSOAS .. | LIvres de todo condicionamento adestrado .O adestramento é tão superficial , que até os proprios pensamentos os controlam tirando em si a naturalidade  de ser.

Só Fui descobrir , eu você nós , quando algum ente sobrenatural uma mulher , ARRANCOU UMA MASCARA DE INTELECTUALIDADE , junto de uma de religiosidade , aquilo me deixou triste mais me AJUDOU a enxergar este mundo DE ILUSÕES ,e de aparencias.
O Desfile de mascaras dentro das tribos e PARTIDOS AINDA ESTAO DENTRO DA MATRIZ , mais sufocando ALMAS , QUE VIVEM presas dentro do seus PROPRIOS ADESTRAMENTOS , criadas pelos proprios pensamentos de suas proprias disciplinas.

Hoje larguei a vara , da disciplina , e o adestramento da sociedade Universitaria.

Fuii fazer POesia ..... Beijos Fiquem na piscina Fiquem no oceano , do supermercado que vendem PALAVRAS   1,99

Que todos nós queremos é a conciencia de verdade e o despertar do coração para as vidas naturais simples , longe de politica , longe de partidos , longe de relgiões e gurus , da Espiritualidade.

Agora tÔ tomando o meu iogurte de morango e escrevendo coisas nutritivas que enxem a alma , chega de coisa MECANICA , COISAS que NÃO me dão prazer.

Vou botar Sucrilhos , pra ficar melhor , sabe quando Tú lê uma COISA E AQUILO DE ENCHE ?

Então isso é a POESIA. Não sei fazer poesia , mais EU , VOCÊ nós A vida é ! UMA POESIA e não deixe que os outros arranquem ISSO DE VOCÊ , o tão natural no geito de ser como você éra  !

Talvez me lembré de como é ser MESTRE E o quanto ele SERÁ COBRADO por modificar e INFLUENCIAR , MULTIDOES , E DISTRIBUIR mudanças de comportamentos , so PRA AGRADAR UM mercado finaceiro...

Esquecemos de sermos criança , e voltarmos a inocencia , porque não aprendemos nada do que é certo ou do que é errado.

Existe CERTO OU ERRADO?

 RODRIGO SOUZA INDALÊNCIO


A Sós Contigo





A Sós Contigo   

A sós contigo , tudo sempre é tão diferente
 

Não há passado ou futuro me prendo ao presente
O mundo ao nosso redor já não tem importância
Nossos olhares , não se perdem , em nenhuma circustância
A sós contigo , me pego em um dilema , quem diria
Mato as manias que eu jurei que nunca mudaria
Qual é a sua baixinha de onde que voce vem
Fascina essa embalagem e o conteudo que tu tem
A sós contigo , as horas viram carros na estrada
É a maior das alegrias
, jamais pode ser comprada
Esse momento , não pode ser só chuva de verão
Me faz bem tras o diluvio , limpa a alma e o coração

(refrão ) 2x
Só com você consigo entender coisas novas e saber
Que a diferença pode aconteçer
Meu bem querer , junto a ti vim percerber
Que o amor se pode ter , a sós contigo eu quero adormecer

A sós contigo me encontro totalmente com a paz
Só você hoje consegue tornar isso capaz
De aconteçer , depois de um dia escuro
A sós contigo , eu já não me sinto mais nulo
A sós contigo , qualquer momento é marcante
Até o filme mais antigo , fica interessante
Sua presença divina , voz como arranjo de anjo
Pequena iponente que derruba marmanjo
Me desarranjo , a sós contigo eu perco a fala
É puro sentimento , meu batimento embala
Se somos um só corpo , você é minha melhor parte
É quem dá brilho a minha vida é o baluarte

(refrão ) 2x
Só com você consigo entender coisas novas e saber
Que a diferença pode aconteçer
Meu bem querer , junto a ti vim percerber
Que o amor se pode ter , a sós contigo eu quero adormecer

A sós contigo , não me vejo mais decrescendo
E percebo que nem tudo no planeta é horrendo
Só é castigo , não ter a sua sensibilidade
Junto a ela eu me torno a total felicidade
É inofensivo , qualquer tipo de ataque da inveja
Nada consegue , quem o nosso amor apedreja
Só se frustra quem almeja , tentando enxergar o fim
E não percebe que o que é real não se quebra assim
É só contigo que eu sempre me sinto tão a vontade
Não tem maldade posso ser eu mesmo de verdade
Eu não consigo , buscar algum outro ombro amigo
Pra fugir do perigo meu abrigo é a sós contigo

(refrão ) 2x
Só com você consigo entender coisas novas e saber
Que a diferença pode aconteçer Meu bem querer , 

junto a ti vim percerber Que o amor se pode ter ,

 a sós contigo eu quero adormecer.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Fim do Jogo do Ego





O que é o estado supremo da consciência? São Paulo chamou-o de "a paz que está além de todo entendimento" e R.M. Bucke designou-o de "consciência cósmica". No Zen-budismo, emprega-se o termo satori ou kensho; no yoga, samadhi  ou moksha e, no taoísmo, o "Tao Absoluto". Thomas Merton utilizou, para descrevê-lo, a expressão "inconsciente transcendental"; Abraham Maslow criou o termo "experiência máxima"; os sufis falam de "Fana". Gurdjieff qualificou-o de Consciência Objetiva", ao passo que os Quacres chamam-no de "a Luz Interior". Jung referiu-se à "Individuação" e Bubber falava da "conexão Eu-Tu". Quaisquer que sejam, porém, os nomes dados a esse fenômeno antigo e bem conhecido — luz, iluminação, libertação, experiência mística —, todos eles dizem respeito a um estado de percepção radicalmente diferente de nossa compreensão comum, de nossa habitual consciência desperta, de nossa mente diária. 

Além disso, todos concordam em qualificá-lo como o estado supremo da consciência: uma percepção autotransformadora de nossa união com o Infinito. Está além do tempo e do espaço. Trata-se de uma experiência da infinitude que é a eternidade, da unidade ilimitada com toda a criação. Nossa percepção sensorial do "eu", socialmente condicionada, despedaça-se e destrói-se devido a uma nova definição da pessoa em si, do eu.  Nesta redefinição da pessoa em si, torno-me idêntico a toda humanidade, a toda vida e ao universo. As habituais fronteiras do ego desfazem-se à medida que o ego ultrapassa os limites do corpo e, de súbito, torna-se um com tudo aquilo que existe. O eu torna-se integrado à Alma Superior, tal como Emerson a denominou (e talvez integrado ao que Arthur Clarke, em Childhood's End, chamou de Mente Superior). O Eu torna-se abnegado, o ego surge como uma ilusão e o jogo do ego chega ao fim. O Maitrayana Upanishad expressa-se deste modo: "Após perceber seu próprio eu como o EU, um homem torna-se abnegado. (...) Este é o mistério supremo."

domingo, 10 de junho de 2012

Dizem que sou louco por pensar assim.





O brilhante artista Quino mostra como somos condicionados desde pequenos. Depois, fica mais difícil sair da caixinha e ser autor de sua própria história.
Dica da ilustração: Cesar Augusto Orlando, aluno de Design da PUC-Rio.  Título: Os Mutantes.

 http://professortexto.blogspot.com.br/2012/02/dizem-que-sou-louco-por-pensar-assim.html



sábado, 9 de junho de 2012

A importância do Ócio



A antiga propensão para a despreocupação e o divertimento foi de certo modo inibida pelo culto da eficiência... A noção de que atividade boa é aquela que produz lucro constitui uma completa inversão da ordem das coisas... Quero dizer que quatro horas diárias de trabalho deveriam ser suficientes para das às pessoas o direito de satisfazer as necessidades básicas e os confortos elementares da vida, e que o resto de seu tempo deveria ser usado da maneira que lhes parecesse mais adequada. Uma condição fundamental  de um sistema social é que a educação ultrapasse as suas atuais fronteiras e adote como parte de seus objetivos o cultivo de aptidões que capacitem as pessoas a usar de seu lazer de maneira inteligente... os prazeres das populações urbanas se tornaram fundamentalmente passivos: ver filmes, assistir partidas de futebol, ouvir rádio e assim por diante. Isso ocorre porque as energias ativas da população estão totalmente absorvidas pelo trabalho. Se as pessoas tivessem mais lazer, voltariam a desfrutar prazeres em que participassem ativamente... Sem a classe ociosa, a humanidade nunca teria emergido da barbárie...

Num mundo em que ninguém tenha de trabalhar mais do que quatro horas diárias, todas as pessoas poderão saciar a curiosidade científica que carregarem dentro de si... Acima de tudo haverá felicidade e alegria de viver, em vez de nervos em frangalhos, fadiga e má digestão. O trabalho exigido será suficiente para tornar agradável o lazer, mas não levará ninguém à exaustão. E como não estarão cansadas nas horas de folga, as pessoas deixarão de buscar diversões exclusivamente passivas e monótonas...

Nesse aspecto, temos sido tolos, mas não há razão para sermos tolos para sempre.

Bertrand Russell - Elogio ao ócio

A desumanidade do homem



Perguntaram a Osho:

Por que as pessoas tratam uns aos outros como o fazem? Tudo isso é condicionamento, ou há algo no homem que o torna disposto a se desviar? 

São ambas as coisas.

Primeiro, há alguma coisa no homem que o desencaminha. E segundo, existem pessoas cujos interesses é desencaminhar os seres humanos. Ambos juntos criam um ser humano falso, um impostor. Seu coração anseia por amor, mas sua mente condicionada o impede de amar.

Esse é o problema. A criança nasce com um coração que anseia por amor, mas ela também nasce com um cérebro que pode ser condicionado.

A sociedade tem que condicioná-lo contra o coração, porque o coração será sempre rebelde contra a sociedade, ele irá sempre seguir seu próprio caminho. O coração não pode ser tido como um soldado. Ele pode se tornar um poeta, ele pode se tornar um cantor, pode se tornar um dançarino, mas não pode se tornar um soldado.

Ele pode sofrer pela sua individualidade, ele pode morrer pela sua individualidade e liberdade, mas ele não pode ser escravizado. Esse é o estado do coração. Mas a mente...

A criança vem com um cérebro vazio, apenas um mecanismo, o qual você pode arrumar da maneira que você quiser. Ele irá aprender a língua que você ensinar, ele aprenderá a religião que você ensinar, ele aprenderá a moralidade que você ensinar.

Ele é simplesmente um computador, você apenas o alimenta com informações. E toda sociedade cuida de tornar a mente cada vez mais forte para que se houver algum conflito entre a mente e o coração, a mente irá vencer. Mas cada vitória da mente sobre o coração é uma miséria. É uma vitória sobre sua natureza, sobre seu ser — sobre você — pelos outros. E eles cultivaram sua mente para servir ao propósito deles.

Portanto, a mente é vazia, seu cérebro; você pode colocar qualquer coisa nela. E com vinte e cinco anos de educação você pode torná-la tão forte que você pode esquecer seu coração; você irá permanecer sempre miserável. 

A miséria é que seu coração só pode lhe dar alegria, só pode lhe dar felicidade, só pode lhe fazer dançar. A mente pode fazer aritmética, mas ela não pode cantar uma canção. Essas não são as habilidades da mente. Assim você está dividido entre sua natureza, que é seu coração, e a sociedade, que é sua cabeça. E certamente você nasce — todos nascem — com esses dois centros. Essa é a dificuldade.

E um centro está vazio. Numa sociedade melhor ele será utilizado de acordo com o coração, para servir ao coração. Então será uma grande vida, cheia de regozijos. Mas até agora temos vivido numa sociedade feia, com idéias podres. Eles usaram a mente. E essa vulnerabilidade existe — a mente pode ser usada. 

Agora os comunistas a estão usando de uma maneira; os fascistas a usaram na Alemanha de outra maneira; todas as outras religiões a estão usando de diferentes maneiras. Mas essa vulnerabilidade está em todos os indivíduos: que você tem uma mente que você trouxe vazia. De fato, isso é uma bênção da existência – mas, mal utilizada, explorada. 

Ela lhe é dada vazia para que você possa fazê-la perfeitamente subserviente ao seu coração, aos seus anseios, ao seu potencial. Não há nada de errado nisso. Mas os interesses investidos por todo o mundo encontraram nisso uma bela oportunidade para eles — para usar a mente contra o coração. Assim você permanece miserável e eles podem lhe explorar por todos os meios que quiserem.

Eis porque todo o mundo é miserável.

Todo mundo quer ser amado, todos querem amar; mas a mente é uma barreira tal que nem lhe permite amar, nem lhe permite ser amado. Em ambos os casos a mente fica no caminho e começa a distorcer tudo. E mesmo se por acaso você encontrar uma pessoa que você sinta amor por ela e a pessoa sinta amor por você, suas mentes não irão concordar. Elas foram treinadas por sistemas diferentes, religiões diferentes, sociedades diferentes. 

Ser feliz é um direito inato de todos, mas infelizmente a sociedade, as pessoas com as quais estamos vivendo, que nos trouxeram para este mundo, não pensaram nada a respeito disso. Elas estão somente reproduzindo seres humanos como animais — até mesmo pior que isso porque pelo menos os animais não são condicionados. 

Esse processo de condicionamento deve ser completamente mudado. A mente deve ser treinada para ser uma serva do coração. A lógica deve servir ao amor. E assim a vida pode se tornar um festival de luzes. 

Osho

O dramático paradoxo exploratório do Homem



O homem vive um dramático paradoxo exploratório. Ele pensa, explo­ra e conhece cada vez mais o mundo que o envolve, mas pouco pensa sobre seu próprio ser, sobre a riquíssima construção de pensamentos que explode num espetáculo indescritível a cada momento da existência. O homem moderno, com as devidas exceções, perdeu o apreço pelo mundo das idéias.

Apesar de ter escrito este livro principalmente para pesquisadores, pro­fissionais e estudantes da Psicologia, da Psiquiatria, da Filosofia, da Educa­ção e das demais áreas cuja ferramenta fundamental seja o trabalho intelec­tual, eu gostaria que ele também atingisse o leitor que não se considera um intelectual nessas áreas. O direito de pensar com liberdade e consciência crítica é um direito fundamental de todo ser humano; e este livro objetiva contribuir para esse direito.

Aprender a apreciar o mundo das idéias, percorrendo as avenidas da arte da dúvida e da crítica, estimula o processo de interiorização, expande a inteligência e contribui para a prevenção da síndrome da exteriorização existencial e das doenças psíquicas.

(...) Um dos maiores erros da educação clássica, que bloqueia a formação de pensadores, foi e tem sido o de transmitir o conhecimento pronto, acabado, sem evidenciar o seu processo de produção, o seu rosto histórico.

No VII Congresso Internacional de Educação * ministrei uma conferên­cia sobre "O funcionamento da mente e a formação de pensadores no terceiro milênio". Na ocasião, comentei que no mundo atual, apesar de termos multiplicado como nunca na história as informações, não multiplicamos a formação dos homens que pensam. Estamos na era da informação e da informatização, mas as funções mais importantes da inteligência não estão sendo desenvolvidas.

Ao que tudo indica, o homem do século XXI será menos criativo do que o homem do século XX. Há um clima no ar que denuncia que os homens do futuro serão mais cultos, mas, ao mesmo tempo, mais frágeis emocionalmente, terão mais informação, contudo serão menos íntimos da sabedoria.

A cultura acadêmica não os libertará do cárcere intelectual. Será um homem com mais capacidade de respostas lógicas, mas com menos capaci­dade de dar respostas para a vida, com menos capacidade de superar seus desafios, de lidar com suas dores e enfrentar as contradições dá existência. Infelizmente, será um homem com menos capacidade de proteger a sua emoção nos focos de tensão e com mais possibilidade de se expor a doen­ças psíquicas e psicossomáticas. Será um homem livre por fora, mas prisio­neiro no território da emoção.

O sistema educacional que se arrasta por séculos, embora possua pro­fessores com elevada dignidade, possui teorias que não compreendem muito nem o funcionamento multifocal da mente humana nem o processo de construção dos pensamentos. Por isso, enfileira os alunos nas salas de aula e os transforma em espectadores passivos do conhecimento e não em agen­tes do processo educacional.

Augusto Cury - Inteligência Multifocal
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